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Automação de processos: por onde começar na sua empresa

Automatizar começa por entender a rotina. Aprenda a escolher uma tarefa, mapear suas etapas e testar uma melhoria com critérios claros de acompanhamento.

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Automação de processos: por onde começar na sua empresa

A automação de processos usa tecnologia para executar ou coordenar etapas de uma rotina com menos intervenção manual. Para começar, escolha uma atividade recorrente, entenda suas regras e teste uma melhoria pequena que possa ser acompanhada pela equipe.

Copiar informações entre sistemas, encaminhar solicitações e conferir o preenchimento de um formulário são exemplos de tarefas que podem entrar nessa análise. O primeiro passo é observar onde o trabalho se repete, onde ocorrem os erros e o que precisa acontecer quando surge uma exceção.

Uma rotina bem compreendida facilita a escolha da tecnologia e a avaliação dos resultados.

O que pode ser automatizado?

Considere situações em que existe um evento de início, uma regra identificável e uma ação esperada. Quando um formulário é enviado, por exemplo, um fluxo pode registrar a solicitação e avisar a pessoa responsável.

A documentação do Microsoft Power Automate apresenta usos como sincronizar arquivos, enviar notificações e coletar dados entre aplicativos e serviços. São exemplos concretos de tarefas que podem compor um fluxo automatizado. Veja a introdução da Microsoft à automação Outras possibilidades incluem organizar documentos recebidos, avisar sobre prazos e acompanhar a passagem de uma solicitação entre equipes. A viabilidade depende dos sistemas disponíveis, das permissões e da clareza das regras envolvidas.

Como escolher o primeiro processo

Uma boa atividade inicial costuma ter frequência relevante, regras relativamente estáveis e um responsável capaz de acompanhar o teste. Também precisa permitir correção caso a execução falhe.

Analise estas perguntas antes de escolher:

Quantas vezes a tarefa acontece em um período comum?

Quanto tempo de trabalho manual ela exige?

Que erros ou atrasos se repetem?

As informações necessárias estão disponíveis de forma organizada?

O que acontece se a automação executar a ação errada?

Uma tarefa demorada pode parecer prioritária, mas exigir tantas decisões específicas que seja difícil começar por ela. Uma etapa menor, com entradas previsíveis e impacto controlado, pode produzir um aprendizado mais claro.

Mapeie a rotina antes de escolher a ferramenta

Descreva como o trabalho acontece hoje, incluindo os caminhos que não aparecem no procedimento ideal. Converse com quem executa a tarefa e acompanhe casos reais.

O mapa pode ser simples, desde que responda:

Início: qual evento dispara o trabalho?

Entrada: quais informações e documentos são necessários?

Regra: o que determina o próximo passo?

Responsável: quem acompanha ou decide?

Saída: como sabemos que a etapa terminou?

Exceção: o que fazer quando falta informação ou algo falha?

Esse exercício também pode revelar uma melhoria que dispensa automação. Eliminar um campo duplicado ou esclarecer quem aprova uma solicitação pode resolver parte do problema antes da introdução de uma ferramenta.

Exemplo: organizar solicitações de orçamento

Imagine uma pequena empresa que recebe pedidos de orçamento por formulário. Uma pessoa copia os dados, verifica se há informações suficientes e encaminha cada pedido ao responsável. Este é um exemplo hipotético, sem relação com resultados de clientes da LabInoTec.

Um primeiro teste poderia abranger apenas quatro ações: registrar o pedido, identificar campos obrigatórios ausentes, avisar a equipe e marcar o status inicial da solicitação.

O atendimento humano continuaria responsável por interpretar necessidades específicas e preparar a proposta. Assim, o experimento teria uma fronteira clara e seria mais fácil descobrir onde economiza esforço ou cria retrabalho.

Antes de executar, a equipe precisaria decidir como tratar pedidos repetidos, informações incompletas e falhas no envio de avisos. Também deveria conseguir identificar uma solicitação que não chegou ao destino esperado.

Meça a situação atual e compare após o teste

Escolha poucos indicadores ligados ao problema observado. No exemplo dos orçamentos, faz sentido acompanhar o tempo de cadastro, a quantidade de correções manuais e o tempo até o responsável receber o pedido.

Separe tempo de trabalho e tempo de espera. Uma automação pode reduzir a digitação e, ainda assim, não alterar o prazo final se a maior demora estiver na aprovação da proposta.

Para estimar a mudança no esforço manual, use:

Tempo líquido liberado = tempo manual anterior − tempo manual restante − tempo de supervisão e correção da automação.

Como ilustração, considere 100 solicitações mensais que exigiam seis minutos de cadastro cada: 600 minutos, ou dez horas. Se o cadastro passar a dois minutos por solicitação e a supervisão consumir mais uma hora no mês, o esforço será de 260 minutos. Nesse cenário hipotético, a diferença será de 340 minutos, ou cinco horas e quarenta minutos.

Essa conta não demonstra redução automática de despesas. Para avaliar o efeito econômico, também seria necessário considerar implantação, licenças, manutenção e o uso dado ao tempo liberado.

A automação precisa de inteligência artificial?

Depende da tarefa. Regras fixas podem atender bem a ações como registrar uma entrada, verificar se um campo foi preenchido ou enviar um aviso em uma condição conhecida.

Quando o processo exige interpretar texto livre ou lidar com documentos variados, recursos de inteligência artificial podem ser investigados. Nesse caso, o teste deve considerar erros, ambiguidades e a necessidade de revisão humana.

A escolha depende da pergunta: qual recurso consegue executar essa etapa nas condições e nos limites definidos pela empresa?

Amplie somente depois de entender o resultado

Comece com uma parte do fluxo e acompanhe sua execução. Defina uma pessoa responsável por receber alertas, corrigir falhas e atualizar as regras quando a rotina mudar.

Antes de ampliar, verifique se o ganho observado permanece quando aparecem outros tipos de entrada. Avalie também se a equipe compreende o funcionamento e consegue retomar o processo manualmente quando necessário.

Um primeiro passo prático é escolher uma tarefa desta semana, observar sua execução e registrar onde o esforço se concentra. Esse diagnóstico já cria uma base para decidir o que vale a pena testar.

A LabInoTec parte de problemas reais para investigar possibilidades de aplicação da tecnologia. Conheça nossa visão de laboratório ou converse com a equipe sobre um processo da sua empresa